Press ESC to close

Ronald MouraRonald Moura Marketing | Comunicação

Chega de orgulho – no mês de junho as marcas não se importam mais com diversidade

Mês de junho é conhecido pela celebração e luta da comunidade LGBTQIAPN+ por direitos. Como o capitalismo assimilou datas comemorativas e significativas para lucrar, constantemente víamos diversas empresas colocando o arco-íris nas suas fotos do perfil para demonstrar o seu apoio a causa. Mesmo que esse apoio tivesse data para acabar. Geralmente 30 dias depois.

Só que em 2025, eles não se incomodaram nem em disfarçar. Com o avanço do conservadorismo, as ações por parte de marcas que se diziam progressistas caíram tanto que hoje são quase inexistentes.

Aprendi recentemente com a artista plástica e criadora de conteúdo Gabriela Hebling, o termo Woke-walking. Que é justamente esse passo para trás de marcas de acordo com a situação. Diversidade não lucra? Não fazemos. O que é extremamente conveniente né?

Se antes existia a problemática do uso da bandeira apenas em um mês do ano, atualmente o silêncio grita o retrocesso e o apagamento de seres humanos que não são vistos como dignos de visibilidade. E aqui o que eu e outras pessoas estamos cobrando, não é apenas a falta de representatividade na publicidade. Esse é só o sintoma de um problema ainda mais grave.

Se não estamos representados nas campanhas, com certeza não estamos nas tomadas de decisão, nos cargos de liderança, não fazemos parte da equipe.

Não podemos aceitar sermos usados como um acessório que se coloca e tira na hora que eles bem entendem.

Vivos, potentes e dignos. Já fomos considerados doentes, malignos e sujos. Já tentaram nos normatizar e apagar.

Mas o fato é que, com aprovação ou não, existimos e não vamos ficar calados.

Camila Hilário

Camila Hilário é jornalista, modelo e influenciadora com mais de 7 anos de atuação em autoestima. Criadora de conteúdos profundos e reais, já trabalhou com marcas como O Boticário, Avon, DOVE, Magazine Luiza, entre outras. É idealizadora de projetos como Negritude Piauiense e Deixe-me Ser, que promoveram a valorização da estética negra e do amor próprio feminino.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *