
Com a quantidade de ruído no segundo que a gente pega no celular, é muito muito difícil se
destacar. Eu já disse que é difícil? Então. Absolutamente todo mundo quer te vender algo através de
conteúdos ultra produzidos e criativos e claro, essas pessoas também tem os dentes perfeitos, são
magras e possuem o estilo de vida dos sonhos.
Desde que as publis tomaram de conta dos nossos conteúdos preferidos, até aqueles vídeos de
humor e curiosidades tem se tornado entediantes. A cada play parece que estamos vendo a mesma
coisa repetidas vezes.
Vocês lembram quando conseguíamos ser autênticas? Ligar a câmera, compartilhar as nossas
histórias e ainda assim conseguir uma conexão com nossos seguidores… eram tempos mais simples.
Mas e agora? Como conseguir isso, quando o nosso cerébro foi corroído pelas inseguranças dos filtros
e o medo do flop?
Na verdade, eu acho que essa vontade de conexão é muito millennial. Eu que passsava horas
entrando em novas comunidades, lendo comentários, mandando depoimentos. Nós com os nossos
blogs, vlogs, aproveitando cada segundo do começo do Youtube. Deus sabe que a gente ama muito se
expor e criar grupos. Mas os jovens em 2025 talvez não sintam essa necessidade, já que eles acham
que mostrar o próprio rosto é um mico.
Acho que eles também não passam tanto tempo tentando decifrar o algoritmo e engajam entre si
com os seus perfis privados, dix e etc.
Mas o que fazer quando eu com meus 30 anos tenho como propósito reviver os tempos de orkut e
facebook, só que em uma versão mais atual. É possível?
Eu acredito que se manter verdadeira e trocar com intenção ainda é muito valioso. Eu ainda faço
parte do time de pessoas que escolheram uma mensagem e permance fiel a ela, mesmo quando as
tendências mudam. Então, para mim, não importa o quão brilhante e genial os outros estejam
vendendo seus peixes, eu ainda mantenho a minha barraquinha do meu jeito sem me preocupar com
a concorrência, já que os meus clientes sabem exatamente onde me encontrar.


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